Biatlhon Uff Ativa – superando limites

Biatlhon Uff Ativa – superando limites

postado em: Bia Carvalho | 0

Domingo foi dia de superação no Biatlhon Uff Ativa na Praia de Boa Viagem em Niterói. Mais uma vez fui posta num desafio inesperado. A meta era correr um Biatlhon que consistia na distância de 600 m de natação e 4km de corrida. As distâncias curtas não me atraem muito. A ideia de ficar ofegante e dar meu máximo a cada segundo me assusta. Quando já pensava em me aventurar no mundo do triatlhon resolvi fazer um biatlhon no Rei e Rainha do Mar. Foi uma prova difícil. 1 km de natação e 2 km de corrida na areia. Correr nunca foi meu forte. Imagina encarar a areia fofa depois de ter nadado!?

Mas, dessa vez foi diferente. Estou em meio a um treinamento intenso para o Ironman 70.3 do Rio de Janeiro, que acontecerá em novembro. Tenho treinado bastante e sinto que já evolui muito. É claro que o meio ironman é uma meta mais que ousada. Mas eu acredito que é possível com o máximo de dedicação e foco. 

Semana passada, como contei aqui, encarei 5 km numa corrida organizada pelo meu treinador e consegui uma ótima marca de superação na corrida. Dessa vez contava com o mesmo desempenho na corrida. Mas, tanto a natação como a corrida aconteceram de forma diferente do que eu imaginava.

Fotos Biathlon UFF Ativa 

A prova 

Dada a largada era hora de encarar os 600 m de natação. A largada do feminino, masculino e revezamento foi junto. Esse momento de entrada no mar junto com um monte de competidores me assusta. Preferi largar um pouco mais atrás para evitar atropelamentos e braçadas enquanto eu nadava. Mas, não tem jeito. O início na natação do mar é embolado e demoro a me encontrar. Com dificuldade consegui arrumar um espaço e tentei encaixar o ritmo. Não consegui muito. Passei a prova de natação ofegante o tempo todo. Acabei respirando nas braçadas um por um ao invés do que me deixa mais confortável que é o três por um. Ao atingir a primeira boia já não tinha tanta gente a minha volta e consegui nadar um pouco melhor, mas mesmo assim não fluiu. Completei a prova com 15 minutos de natação. Um tempo bem acima do planejado por mim. 

Mas, era hora de pensar na corrida. Subi a rampa da praia da Boa Viagem rumo a transição. Calcei o tênis e parti para a corrida. O primeiro km fluiu bem, pace dentro do esperado e dando o meu melhor. Mas, no segundo km veio uma dor inesperada. Não encaixei bem a respiração e senti uma pontada muito forte na lateral do tronco que me fez parar. Em meio ao estímulo dos amigos que passavam por mim e gritavam "Não para, Bia." "Vamos, Bia." "Vem devagar." Acabei vencendo aquele estado de paralisia da dor e recomecei a trotar num ritmo mais lento, pensando na respiração como o Edinho sempre fala "Calma, respira!". 

Aos poucos a corrida encaixou novamente e terminei a prova com um sprint final do jeito que eu gosto. Cansada, mas com a sensação de dever cumprido. 

Aprendizado

Para mim o mais importante de cada prova é o que eu aprendo com ela. Preciso observar e ajustar algumas coisas na minha natação para poder fazer a prova dentro do esperado para mim. A corrida foi ótima, mas preciso cuidar da respiração. Quando corri os 25 km da UAI com o Edinho passei o mesmo problema das dores da respiração nas descidas. Quando o ritmo da corrida é forte é hora de prestar ainda mais atenção na respiração.

E, é claro que fiquei feliz com o resultado final da prova. Quarto lugar geral feminino!

Trouxe para casa um troféu estimulante. Mais do que a minha colocação perante os demais participantes, o troféu para mim significa o resultado do trabalho que venho executando. Todo o esforço e dedicação ta dando resultado. Tô evoluindo e acreditando em mim mesma. As vezes é difícil acreditar que aquela menina desengonçada que não sabia pedalar e corria mal hoje consegue fazer uma prova de triatlhon e se orgulhar de seu desempenho nas corridas!

Mas, como a gente sempre diz! O importante é fazer acontecer e transformar sonhos em realidade! 

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Criadora do @mulheresqueescalam. Se amarra nas atividades em contato com a natureza, seja velejando no mar ou escalando montanhas. Encontrou nos esportes uma terapia. Adora compartilhar e incentivar a prática de atividades saudáveis.

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