Pedra da Gávea

Pedra da Gávea

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A beleza natural do Rio de Janeiro é algo indiscutível. São diversos lugares maravilhosos que, não por acaso, contribuíram para o carinhoso apelido da cidade, maravilhosa.Se recebesse a árdua tarefa de eleger um único lugar, o mais maravilhoso, eu não teria dúvida e nem pensaria duas vezes. Pedra da Gávea, eu diria.

Localizada entre os bairros de São Conrado e Barra da Tijuca, pode ser avistada de diversos pontos da cidade. Seu formato inconfundível, com um enorme platô formando um desenho semelhante à gávea dos navios portugueses, servia como orientação para navegadores. Por isso, eles a batizaram de Pedra da Gávea. Cercada de mistérios tem em sua face norte um rosto esculpido na rocha. Há quem diga que a “Cabeça do Imperador”, como é conhecida pelos locais, foi feita por fenícios que chegaram ao Rio de Janeiro antes mesmo dos portugueses. Dentro dessa corrente de pensamento, algumas marcas que existem na pedra, na face leste da cabeça, são tidas como inscrições fenícias significando: “Aqui Badezir, rei de Tiro, filho mais velho de Jetbaal”.

Explicativo
Pedra da Gávea vista da Pedra Bonita

Quando ir? O que levar?

A única coisa a ser analisada antes de decidir subir a pedra são as condições climáticas. Chuva e Pedra da Gávea não combinam. Pode-se ir durante todo o ano, com a condicionante do bom tempo. Durante os finais de semana e feriados, a partir das 8 horas da manhã até o fim da tarde a trilha costuma estar muito cheia. Isso significa que o ritmo da caminhada passa a depender de outras pessoas. Existem dois momentos do dia que são maravilhosos, particularmente quando estamos lá em cima: o nascer e o pôr do sol. Uma boa pedida é subir no fim do dia, ver o sol ir embora do lado da Barra e nascer atrás de Niterói, ou ainda, subir a noite driblando o sol e o tráfego da trilha.

Separe uma mochila e evite bolsas laterais, pois será necessário utilizar ambos os braços em alguns trechos do trajeto. Ao selecionar o que levar o mais importante é pensar na hidratação. Existe um ponto de água potável na trilha, próximo à metade da subida, porém há de se pensar em quanto tempo pretende ficar na montanha. Barras de cereais e frutas como banana, pêra e maçã são fáceis de ser conduzidos. Sanduíches quando preparados, precisam de atenção quanto aos ingredientes. Frutas secas e sementes são fáceis de conduzir e armazenar, além de nos proporcionar bastante energia. Mas, por favor, respeite a natureza e traga o seu lixo de volta.

Como chegar

A trilha faz parte do Parque Nacional da Tijuca e está localizada no setor Pedra da Gávea/Pedra Bonita, que abrange ambas elevações e a Agulhinha da Gávea. Existem diversas entradas para trilhas que levam ao cume, porém a mais usual começa na Barrinha, onde fica a conhecida rua dos motéis. Se estiver vindo de ônibus da Barra ou da Zona Sul, a dica é descer no ponto da praça Euvaldo Lodi, próximo a passarela, e cruzar o canal pela ponte velha, seguindo para a direita. Sempre que combino com a galera o ponto de encontro é na Praça Des Araújo Jorge, a pracinha do Mundial e do Bom Sujeito. Dali, seguimos pela rua Conde D’Eu até encontrar a Av. Fleming onde, seguindo à esquerda, contornamos mais uma pracinha e entramos no condomínio de portão verde. Dali, seguimos até o fim da rua e encontramos a guarita de entrada da trilha, localizada a direita.

como chegar
Como chegar na Pedra da Gávea pela Barrinha

A trilhaA trilha da Pedra da Gávea

Clicando na Pedra da Gávea
Nascer do sol da Pedra Gávea

A trilha é bem nítida, sendo desnecessário a orientação por bússola ou gps. É interessante procurar seguir um ritmo moderado, para não desgastar-se exageradamente no início. O percurso costuma ser realizado entre 2 e 4 horas. Considerando que em 2 horas é andando bem rápido e 4 muito devagar. Começa com um caminho largo, de pedras, que lembra ruazinhas velhas de cidades históricas. Mais acima torna-se mais estreito, de terra batida e repleto de raízes de árvores que, por vezes, formam escadas. Alguns trechos de pedras possuem vergalhões cravados na rocha formando escadas. Ao chegar na pracinha da Bandeira, uma clareira na mata, siga a direita e após subir mais alguns metros você estará de frente pra “cabeça do Imperador”. A poucos metros dali está a famosa e temida carrasqueira, uma parede de pedra de aproximadamente 20 metros, que por estar numa região desmatada tem um fator psicológico agregando dificuldade. Algumas pessoas travam ali e não conseguem subir. A dica para transpor esse desafio é subir pelas fendas com calma, procurando manter 3 pontos de apoio, sempre que possível. Superado esse obstáculo, caminhe por mais uns 5 minutinhos e pronto! O Rio estará aos seus pés!

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