Santiago

Santiago

Chile

Santiago

Localizada na porção central do país, além de ser a porta de entrada para essa maravilhosa nação sulamericana, Santiago está aos pés da Cordilheira dos Andes e a poucas horas das praias de Viña Del Mar e Valparaíso.

Confesso que estive diversas vezes em Santiago. Cada uma delas por um propósito. Na primeira fiquei algumas horas devido a uma conexão indo pra Lima, foi o tempo de ir ao Pátio Bellavista beber uns biricuticos e voltar; Em outra oportunidade meu destino era Pucón e San Pedro do Atacama, aproveitei a “obrigatoriedade” de passar por Santiago para curtir por ali durante alguns dias; no ano seguinte voltei para uma short trip de snowboard nas montanhas da região; E na última ocasião fui à celebração do matrimonio de una pareja de amigos chilenos, acompanhado de minha namorada escalamos algumas pedras nos dias seguintes ao casamento. Dito isso e aliando ao fato de eu ser apaixonado pela natureza, confesso que não visitei todas atrações turísticas da capital chilena. Assim, citarei o que há de turístico e nos próximos post explico como e onde escalar e sobre a logística para praticar esportes de inverno.

Como Chegar

Saindo do Brasil a maneira mais viável é voando direto para o Aeroporto Santiago Arturo Benitez (SCL) que fica a aproximadamente 30 km do centro da cidade. Existem 4 maneiras de ir do aeroporto para a cidade: Alugando carro, Transporte Público, Transfer ou Táxi.

Dentro do aeroporto existem as empresas de aluguel de carro, porém quando fui verificar a disponibilidade dos carros mais baratos constatei que em tinham se esgotado em todas as empresas. Nesse momento fui abordado por um rapaz oferecendo aluguel de carro no estacionamento. Fiquei bem desconfiado, porém resolvi verificar o que ele tinha a oferecer. Após checar a documentação e o carro julguei oportuno e fechei negócio. Não tenho do que reclamar. Além de sair mais em conta do que seria na agência. É possível fazer contato do Brasil para agendar carro com eles. Sugiro fazer uma cotação antes para negociar valores. Dê uma conferida no site valenciacarrental.cl.metro map

De transporte publico é necessário pegar um ônibus até a estação de metro de Pajaritos, a segunda estação da linha vermelha, e dali pegar um metro para o bairro (comuna) desejado.

A decisão entre transfer e taxi vai depender da quantidade de pessoas. Se sozinho vá de transfer, se estiver com mais pessoas o táxi poderá sair em conta.

Onde Ficar

A região central, próximo a Plaza Italia é a mais procurada, particularmente nos bairros Providência e BellaVista. Lastarria também é uma boa opção. Se desejar algo mais tranqüilo e menos movimentado, sugiro Las Condes.

Em Bellavista o Hostel Bella 269 é bem recomendado. Nesse bairro eu me hospedei no Hostel Bellavista e não tenho do que reclamar. Staff solícito, limpo, poucos banheiros porém muito limpos e com a água bem quente. Outro aspecto positivo foi ser próximo a loja de aluguel de material de snowboard.

Em outra oportunidade optei em ficar no Hostal Providencia. Apesar de mais barato já não gostei tanto. Achei o quarto e o banheiro muito pequenos. Apesar de o café da manhã, incluso no valor, ser bem gostoso.

Passeios pelo centro

Passear a pé pela região central de Santiago é algo extremamente agradável.

Existem duas opções para observar Santiago de um ponto elevado. O Cerro Santa Lucia, localizado no bairro Lastarria o cerro é um charmoso parque público com diversos jardins, estatúas, escadarias e um mirante para a cordilheira. O outro cerro é o San Cristóbal, mais alto que o anterior, possibilita uma excelente vista panorâmica da cidade de Santiago. A melhor maneira de subi-lo é a pegando o funicular no final da Rua Pio Nono, no bairro de Bellavista.

Aos pés do cerro San Cristóbal ficam o Zoológico Nacional do Chile e o Museo La Chascona, Fundación Pablo Neruda. O museu é uma das casas onde viveu o renomado autor. Perto dali fica o Pátio Bellavista, um conjunto de restaurantes e bares, com algumas lojinhas de artesanato.

Saindo do pátio Bellavista, andando na direção sul você encontrará o rio Mapocho, que corta a cidade no sentido leste-oeste, servindo de boa referência para orientar-se. Do outro lado do rio está a Plaza Italia. Atualmente o nome da praça é Baquedano, o mesmo da estação de metro, porém, popularmente, a denominação anterior é utilizada. A Plaza Italia é o “divisor de águas” segundo alguns santiaguinos. Ao norte vivem os bairros ricos e ao sul os de classe média. É nessa praça que a população local se reúne para festejar, para protestar e para celebrar os atletas locais, após suas conquistas. Dependendo da época do ano você irá encontrar diversas grades limitando e balizando o trânsito de pedrestres. Dali também se pode ver um curioso edifício com formato de telefone celular. Daqueles telefones velhos, com antena externa. É o prédio da Telefonica, empresa de telefonia.

A Oeste da Praça está o Parque Florestal uma faixa de área verde que se estende acompanhando o rio. Durante os dias mais quentes do ano observa-se diversas pessoas fazendo piquenique por ali. É nessa região que se encontram os museus de de Bellas Artes e de Arte Contemporânea.

Caminhando até o final do Parque Florestal já estará a poucos metros do Mercado Central. Uma interessante opção para o almoço, particularmente, se for apaixonado por peixe. O prato tradicional por ali é a centolla, uma espécie de carangueijão típico do Chile. Além de barracas de peixes existem algumas de frutas, legumes, ervas e frios. Além dos diversos restaurnates. O mercado tem até site oficial. O preço por ali que não é dos mais convidativos. Está longe de ser dos lugares mais baratos para se experimentar a culinária local. Outro importante aspecto a ser lembrado é que sendo o mercado um local de intensa movimentação, particularmente de turistas, é bom redobrar atenção com os seus pertences.

Como toda boa cidade colonizada por espanhóis, Santiago teve sua origem ao redor da Plaza de Armas, um espaço arborizado, com estátuas e monumentos. Por ser a origem da cidade tudo por ali é histórico. Se você gosta de museu, vale passar pra dar uma olhadinha num museu que trata da evolução histórica de Santiago, A Casa Colorada. Também merece uma visita a Catedral Metropolitana de Santiago, uma igreja de construções luxuosas, muito bonita, lembrando a beleza das igrejas mineiras. Lá eu fiz uma bela fotografia da estátua de São Miguel Arcanjo.

Ainda na região central está a sede do Governo Chileno, Palácio de La Moneda. É possível fazer uma visita guiada agendando no seguinte site do governo chileno.

Para fazer esses passeios dando uma maior profundidade ao aprendizado cultural, a dica é que diariamente, saindo da plaza de armas por volta de 10 da manhã, existe um “free” walking tour, onde no final você paga o quanto quiser. O guia é bem gentil e cordial.

Do video encontrado no site oficial de turismo do Chile se pode ter uma breve impressão da capital:

 

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